XII SEMANA DE HISTÓRIA
- 6 de jun. de 2018
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Com o tema “50 anos do AI-5: o Golpe dentro do Golpe” teve inicio nesta terça-feira (5), às 9h, no auditório Rio Negro do IFCHS/UFAM, a XII Semana de História. Promovido pelo Departamento de História e Centro Acadêmico (CACHA). O evento teve por objetivo debater questões relativas ao Golpe Militar de 64 e suas implicações na vida do povo brasileiro, por meio de análises dos fatos ocorridos durante o regime.
A mesa de abertura foi composta pelo diretor do IFCHS, professor Raimundo Nonato Pereira da Silva, pelo chefe do Departamento de História, professor Auxiliomar Silva Ugarte, pela presidente do Centro Acadêmico de História, Kassandra Bastos e pelo coordenador da Semana de História e conferencista de abertura do evento, professor Cesar Augusto Bubolz Queirós.

Em sua fala inicial, o professor Cesar Bubolz enalteceu a iniciativa dos alunos em organizar a Semana de História. “É fundamental que haja esse protagonismo estudantil. Está de parabéns o Centro Acadêmico e os estudantes por organizar os debates. É muito bom fazer parte do curso onde os alunos efetivamente possuem raça, fibra e garra, e ainda são críticos. É muito bom ver isso se consolidar em nosso curso”.
Sobre a temática do evento, o professor disse da oportunidade de se fazer uma reflexão profunda na questão da ditadura militar e de todo o processo de construção de um estado autoritário, principalmente, diante do contexto atual, marcado por uma onda conservadora absurda e que o preocupa de uma forma significativa.
Na problematização do seu tema “1968: o Ano que Terminou Mal”, esclareceu a parodia ao livro do jornalista Zuenir Ventura, afirmando que terminou muito mal, com cassação e AI-5. A sua abordagem se restringiu aos atos institucionais que criaram uma nova ordem jurídica a partir de 64 e que operaram como instrumentos de legalização de qualquer ato do poder Executivo, até mesmo aqueles que contrariavam a Constituição Federal e atentavam contra os direitos humanos, permitindo a cassação de direitos básicos do cidadão, prisões ilegais e a prática da tortura.

Para a presidente do CACHA, Kassandra Bastos, o evento teve o intuito de relembrar, para não deixar esquecer aqueles momentos tenebrosos da ditadura militar, principalmente o AI-5, um dos atos que mais tiraram direitos do povo e que provocou uma forte repressão dos militares a várias vozes que lutavam contra o regime. “ Então, a intenção é que se faça uma reflexão sobre essas vozes que foram reprimidas, perseguidas e mortas, e que, de certa forma, foram esquecidas. Por isso temos que relembrar para fazer reviver de novo esses nomes”,justificou.
O evento aconteceu até o dia 08 de junho, com debates, conferências, mesas- redondas e apresentações de trabalhos.



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